Aliança Global contra a Fome e a Pobreza tem adesão de 81 países
A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo governo brasileiro durante sua presidência do G20 em 2024, alcançou um marco expressivo: 81 países já formalizaram sua adesão ao pacto. O objetivo é unir nações, organismos internacionais, setor privado e sociedade civil em ações coordenadas para erradicar a fome e a pobreza extrema, dois dos desafios mais urgentes do planeta. A adesão massiva reflete o reconhecimento da gravidade do problema e coloca o Brasil como protagonista na agenda social global.
O que é a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza?
A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza é um mecanismo de cooperação internacional proposto pelo Brasil no âmbito do G20. Diferente de um programa fechado, trata-se de um guarda-chuva que reúne políticas públicas, financiamentos e conhecimentos técnicos já existentes, potencializando seu impacto por meio da coordenação entre países. A ideia é que cada nação contribua com o que tem de melhor — desde transferência de renda até agricultura familiar — e que os resultados sejam compartilhados. A proposta foi bem recebida por países em desenvolvimento e desenvolvidos, gerando a adesão de 81 nações em menos de um ano.
Por que 81 países aderiram?
A adesão de 81 países demonstra a urgência do tema. Segundo dados da ONU, a fome afetou cerca de 9% da população mundial em 2023, e a pobreza extrema ainda atinge mais de 700 milhões de pessoas. A pandemia de Covid-19, os conflitos armados e as mudanças climáticas agravaram o quadro, fazendo com que a comunidade internacional buscasse soluções conjuntas. A liderança do Brasil, país com vasta experiência em programas como o Bolsa Família e o Fome Zero, conferiu credibilidade à proposta. Além disso, a flexibilidade da aliança — que não impõe metas rígidas nem condicionalidades homogêneas — facilitou a adesão de países com realidades muito distintas, da África à Ásia, passando pela América Latina e Europa.
Objetivos principais da aliança
- Erradicar a fome: garantir segurança alimentar e nutricional para populações vulneráveis, com foco em crianças, gestantes e comunidades rurais.
- Reduzir a pobreza extrema: promover transferência de renda, acesso a serviços básicos e geração de emprego digno.
- Fortalecer a agricultura familiar: apoiar pequenos produtores com tecnologia, crédito e assistência técnica.
- Combater as causas estruturais: enfrentar desigualdades, falta de acesso à terra, educação precária e discriminação.
- Mobilizar financiamento internacional: articular doações, investimentos e cooperação técnica entre países ricos e emergentes.
Como funciona a adesão?
Os países interessados apresentam suas contribuições voluntárias — que podem ser programas já em curso, recursos financeiros, assistência técnica ou compartilhamento de dados. A secretaria da aliança, articulada pelo Brasil, organiza as contribuições e promove encontros periódicos para avaliar resultados. Não há multas ou sanções; o compromisso é político. Até o momento, 81 países enviaram cartas de intenção, e a expectativa é que novos membros se juntem nos próximos meses. A iniciativa também conta com a parceria de organizações como FAO, Programa Mundial de Alimentos e Banco Mundial.
O papel do Brasil na iniciativa
O Brasil exerce um papel central como articulador e exemplo. Programas brasileiros como o Bolsa Família (transferência de renda condicionada), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Sistema Único de Saúde (SUS) são frequentemente citados como referências. A experiência do país na implementação de políticas de segurança alimentar e combate à pobreza serve de inspiração para outras nações. Além disso, o governo brasileiro se comprometeu a destinar recursos próprios e a sediar o primeiro grande encontro da aliança, previsto para 2025.
Impactos esperados e próximos passos
Com 81 países a bordo, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza tem potencial para beneficiar centenas de milhões de pessoas. Espera-se que as ações coordenadas reduzam a subnutrição infantil, ampliem o acesso à alimentação escolar e fortaleçam redes de proteção social. Os próximos passos incluem a definição de indicadores comuns, a criação de um fundo fiduciário e a realização de conferências regionais. A participação de países desenvolvidos garante recursos financeiros, enquanto os países em desenvolvimento trazem conhecimento local e capilaridade.
Perguntas frequentes
Quem pode participar da aliança?
Qualquer país pode aderir, independentemente do nível de renda. A participação é voluntária e baseada na apresentação de contribuições concretas, que podem ser programas, financiamento ou assistência técnica.
A aliança substitui programas existentes, como o Bolsa Família?
Não. A aliança é um mecanismo de cooperação internacional; cada país mantém suas políticas nacionais. O objetivo é potencializar os resultados por meio do intercâmbio e da coordenação, não substituir iniciativas locais.
Como um país pode aderir?
Basta enviar uma carta de intenção ao governo brasileiro, que exerce a secretaria da aliança, indicando as contribuições que pretende oferecer. Não há burocracia excessiva, e a adesão é imediata após a manifestação.
Qual o cronograma da iniciativa?
A primeira reunião ministerial está prevista para o primeiro semestre de 2025. A partir daí, grupos temáticos começarão a operar. A meta é que os primeiros resultados mensuráveis sejam apresentados em 2026.
